sexta-feira, 16 de maio de 2008
domingo, 11 de maio de 2008
Tempo
E a ferida nunca sara...
E o tempo nunca para,
Quem nao corre nao agarra
E ele ja passou por nos...
E dificil dizer adeus,
Quando so se quer ficar...
Dar um daqueles juizos meus,
Quando so se quer chorar...
Se o tempo enfim parasse,
E a Terra jamais girasse,
Eu so queria ver-te mais uma vez,
E quem sabe um dia, talvez o faxa!
E o tempo gera saudade,
Condiciona toda a liberdade.
O tempo corre sem sentido,
E um momento parece infinito,
SEM TI!
Ha quem chore, por chorar
Ha quem sofra, por sofrer.
Eu sofro por te amar,
E choro por nao te ter.
Vejo as horas a passar,
E passo os dias a olhar para o ceu!
Tinhas de te afastar,
O que foi que aconteceu??
Se o tempo enfim parasse,
E a Terra jamais girasse,
Eu so queria ver-te mais uma vez,
E quem sabe um dia, talvez o faxa!
E o tempo gera saudade,
Condiciona toda a liberdade.
O tempo corre sem sentido,
E um momento parece infinito,
SEM TI!
E o tempo nao passa...
Tiago Ferreira
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Quero ser como o Forrest Gump
Before they call him a man
How many seas must a white dove sail
Before she sleeps in the sand
How many times must the cannonballs fly
Before they are forever banned
The answer, my friend, is blowing in the wind
The answer is blowing in the wind
How many years can a mountain exist
Before it is washed to the sea
How many years can some people exist
Before they're allowed to be free
How many times can a man turn his head
And pretend that he just doesn't see
The answer, my friend, is blowing in the wind
The answer is blowing in the wind
How many times must a man look up
Before he can see the sky
How many ears must one man have
Before he can hear people cry
How many deaths will it take till he knows
That too many people have died
The answer, my friend, is blowing in the wind
The answer is blowing in the wind
Bob Dylan
domingo, 27 de abril de 2008
Eu não sei como te chamas
Ó Maria Faia
Nem que nome te hei-de eu pôr
Ó Maria Faia
Ó Faia Maria
Cravo não, que tu és rosa
Ó Maria Faia
Rosa não, que tu és flor
Ó Maria Faia
Ó Faia Maria
Não te quero chamar cravo
Ó Maria Faia
Que te estou a engrandecer
Ó Maria Faia
Ó Faia Maria
Chamo-te antes espelho
Ó Maria Faia
Onde espero me ver
Ó Maria Faia
Ó Faia Maria
O meu amor abalou
Ó Maria Faia
Deu-me uma linda despedida
Ó Maria Faia
Ó Faia Maria
Abarcou-me a mão direita
Ó Maria Faia
Adeus ó prenda querida
Ó Maria Faia
Ó Faia Maria Música popular da Beira Baixa, interpretada por José Afonso
sábado, 26 de abril de 2008
domingo, 20 de abril de 2008
e hoje...
E hoje, cada vez mais me parece que tudo o que construimos, nunca é para sempre. A nossa presença neste mundo está contada, e é finita. Delineamos objctivos, planeamos, executamos, tentamos, somos bem sucedidos, falhamos. Tenho aprendido a não dar grande importância a tudo o que acontece. Nós não somos tão especiais como julgamos ser. Uma formiga é apenas uma formiga, ninguém se importa se a calcar, ou se ela morrer, ou se algo correr mal com ela. um Homem é tal e qual como uma formiga. Vemos milhões de pessoas a morrer à fome, a serem mortas em guerras sem sentido ou a serem assassinadas por prazer de outras pessoas, e tudo nos parece tão distante. Até ao momento em que pensamos que os nossos problemas, se é que os podemos chamar assim, nada são quando comparados com tudo o que acontece lá fora, fora do "nosso" mundo. Somos tão egoístas, ao julgar que os nossos problemas são enormes, gigantescos, imensos, que somos até mesmo capazes de culpar os outros dos nossos erros. Porque queremos ser...perfeitos, queremos ter uma vida perfeita, que idealizamos. A vida nao passa de um manto de retalhos...Não é só a minha, ou a tua, é a de toda a gente!
E hoje, eu olho para a minha vida, e arrependo-me. Não das coisas que fiz, ou que disse, mas arrependo-me essencialmente de ter crescido!Bom, na verdade, arrependo-me de algumas coisas que fiz e que disse, porque ainda sou uma pessoa como outra qualquer, e desejo a perfeição da minha vida, que idealizo, ainda que cada vez mais distante, anseio que outro dia se aproxime de mim. Mas arrependo-me de crescer...
E hoje, tento viver um segundo de cada vez, não pensar muito no futuro, e saborear cada momento, como aquilo que ele é, um instante, um momento.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Existem três formas de abordar esta questão:
- No sentido lato: ser Português é ser legalmente natural ou originário do país Portugal;
- No sentido mais óbvio: exteriorizar ao máximo a condição de ser filho natural, ou adoptado deste país. Vai isto desde, o apoio às diversas selecções nacionais desportivas (com especial ênfase para a de futebol, pela qual se sofre e se cometem disparates q.b.), à demonstração de profundo respeito pelos símbolos nacionais (patente no artº 11º da Constituição da República Portuguesa): a Bandeira, o Hino e a Língua (cada vez mais massacrada e menos respeitada);
- No sentido verdadeiro: estremecer, vibrar, e deixar lágrimas escorrer, sem controlo algum, sempre que se ouve o dedilhar da guitarra Portuguesa, pelas mãos de Carlos Paredes. Sentir o cheiro de maresia, como se o da sua própria casa se tratasse. Sentir na pele o que é a imensidão de, orgulhosamente, ser pequeno por um dia ter ousado ser grande. Ouvir em poesia o que os outros falam em prosa e com os pés bem assentes na Terra, sonhar...Saber que a vida não é para os fracos nem para os que desistem, mas para os que sofrem. Ter orgulho na nossa história, recordá-la, mas nunca, em momento algum, viver dela!
Ser Português não é algo estático, mas sim uma condição que varia de pessoa para pessoa, de experiência para experiência.
Mas acima de tudo, ser Português é, não tão pouco sentir, mas saber sentir!