domingo, 20 de abril de 2008

e hoje...

E hoje, cada vez mais me parece que tudo o que construimos, nunca é para sempre. A nossa presença neste mundo está contada, e é finita. Delineamos objctivos, planeamos, executamos, tentamos, somos bem sucedidos, falhamos. Tenho aprendido a não dar grande importância a tudo o que acontece. Nós não somos tão especiais como julgamos ser. Uma formiga é apenas uma formiga, ninguém se importa se a calcar, ou se ela morrer, ou se algo correr mal com ela. um Homem é tal e qual como uma formiga. Vemos milhões de pessoas a morrer à fome, a serem mortas em guerras sem sentido ou a serem assassinadas por prazer de outras pessoas, e tudo nos parece tão distante. Até ao momento em que pensamos que os nossos problemas, se é que os podemos chamar assim, nada são quando comparados com tudo o que acontece lá fora, fora do "nosso" mundo. Somos tão egoístas, ao julgar que os nossos problemas são enormes, gigantescos, imensos, que somos até mesmo capazes de culpar os outros dos nossos erros. Porque queremos ser...perfeitos, queremos ter uma vida perfeita, que idealizamos. A vida nao passa de um manto de retalhos...Não é só a minha, ou a tua, é a de toda a gente!

E hoje, eu olho para a minha vida, e arrependo-me. Não das coisas que fiz, ou que disse, mas arrependo-me essencialmente de ter crescido!Bom, na verdade, arrependo-me de algumas coisas que fiz e que disse, porque ainda sou uma pessoa como outra qualquer, e desejo a perfeição da minha vida, que idealizo, ainda que cada vez mais distante, anseio que outro dia se aproxime de mim. Mas arrependo-me de crescer...

E hoje, tento viver um segundo de cada vez, não pensar muito no futuro, e saborear cada momento, como aquilo que ele é, um instante, um momento.










P.S. Nunca digas nunca.

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