Eu não sei como te chamas Ó Maria Faia Nem que nome te hei-de eu pôr Ó Maria Faia Ó Faia Maria Cravo não, que tu és rosa Ó Maria Faia Rosa não, que tu és flor Ó Maria Faia Ó Faia Maria Não te quero chamar cravo Ó Maria Faia Que te estou a engrandecer Ó Maria Faia Ó Faia Maria Chamo-te antes espelho Ó Maria Faia Onde espero me ver Ó Maria Faia Ó Faia Maria O meu amor abalou Ó Maria Faia Deu-me uma linda despedida Ó Maria Faia Ó Faia Maria Abarcou-me a mão direita Ó Maria Faia Adeus ó prenda querida Ó Maria Faia Ó Faia Maria
Música popular da Beira Baixa, interpretada por José Afonso
E hoje, cada vez mais me parece que tudo o que construimos, nunca é para sempre. A nossa presença neste mundo está contada, e é finita. Delineamos objctivos, planeamos, executamos, tentamos, somos bem sucedidos, falhamos. Tenho aprendido a não dar grande importância a tudo o que acontece. Nós não somos tão especiais como julgamos ser. Uma formiga é apenas uma formiga, ninguém se importa se a calcar, ou se ela morrer, ou se algo correr mal com ela. um Homem é tal e qual como uma formiga. Vemos milhões de pessoas a morrer à fome, a serem mortas em guerras sem sentido ou a serem assassinadas por prazer de outras pessoas, e tudo nos parece tão distante. Até ao momento em que pensamos que os nossos problemas, se é que os podemos chamar assim, nada são quando comparados com tudo o que acontece lá fora, fora do "nosso" mundo. Somos tão egoístas, ao julgar que os nossos problemas são enormes, gigantescos, imensos, que somos até mesmo capazes de culpar os outros dos nossos erros. Porque queremos ser...perfeitos, queremos ter uma vida perfeita, que idealizamos. A vida nao passa de um manto de retalhos...Não é só a minha, ou a tua, é a de toda a gente!
E hoje, eu olho para a minha vida, e arrependo-me. Não das coisas que fiz, ou que disse, mas arrependo-me essencialmente de ter crescido!Bom, na verdade, arrependo-me de algumas coisas que fiz e que disse, porque ainda sou uma pessoa como outra qualquer, e desejo a perfeição da minha vida, que idealizo, ainda que cada vez mais distante, anseio que outro dia se aproxime de mim. Mas arrependo-me de crescer...
E hoje, tento viver um segundo de cada vez, não pensar muito no futuro, e saborear cada momento, como aquilo que ele é, um instante, um momento.